A Secretaria da Educação do Estado (SEC) e o Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia se reuniram, nesta terça-feira (21), na sede da instituição, em Salvador, para tratar da formação docente no âmbito do Bahia Alfabetizada. O programa é uma política pública intersetorial, que visa garantir a alfabetização de crianças na idade certa (até o 2º ano do Ensino Fundamental) e erradicar o analfabetismo entre jovens, adultos e idosos.
Durante o encontro, foram apresentados os resultados consolidados do Bahia Alfabetizada, em 2025. Os dados demonstram a efetividade da estratégia, visto que a Bahia foi o Estado que mais avançou nos indicadores de alfabetização no Brasil, com crescimento de 19 pontos na comparação entre 2024 e 2025. Enquanto em 2024 a Bahia registrava 36% de alfabetização, a meta projetada para 2025 era de 50%. No entanto, o desempenho alcançado foi de 55%, superando a expectativa em 5 pontos. A meta estabelecida para 2026 é de 56%.
A formação dos profissionais de educação envolvidos com a alfabetização na Bahia será realizada pelas quatro universidades estaduais da Bahia (UNEB, UEFS, UESB e UESC). Em 2025, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) realizou o primeiro ciclo formativo com 18 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs). As demais estão em processo de licitação para a posterior execução de seus ciclos formativos em territórios específicos.
O secretário da Educação do Estado em exercício, Marcius Gomes, destacou a importância da parceria com as universidades estaduais para o fortalecimento da alfabetização na Bahia. “Este encontro vem para fortalecer a articulação e o papel das nossas universidades estaduais nos territórios, junto aos municípios envolvidos”. O gestor destaca que os últimos resultados dos indicadores do Estado apontam para a qualificação da formação de professores. “Entendemos que o desafio é cada vez maior, que é manter nossos indicadores com mais de 55% dos municípios com crianças alfabetizadas na idade certa.”
A reitora da UNEB, Adriana Marmori, afirmou que as universidades assumem uma responsabilidade muito grande na articulação entre a Educação Superior e a Educação Básica. “Precisamos diminuir os índices de analfabetismo no nosso Estado. Enquanto universidade podemos contribuir com pesquisas na área da alfabetização, com a formação de professores e, também, com o monitoramento desses índices para que a Bahia possa avançar cada vez mais”. Ela ressalta que, de 2023 para cá, o ganho foi significativo. “Agora, nos inserimos nesta grande tarefa de fazer a formação dos professores alfabetizadores de todos os municípios”, completou.